quinta-feira, fevereiro 21, 2008
António, o Salvador e a MSS do doente mental
Cromos da Bola, SAD TV está de regresso, desta feita com o eloquente presidente do Arsenal do Minho.
Digamos que a propaaaaaaaalada classe jornalística que escreve destrututivamente sobre a estratégia que tem sido delinhada pela SAD dos Gunners de Bracara Augusta terá que dar conta dos doentes mentais que estão poribidos de entrar na Holanda.
Confuso? Também eu.
Mas provavelmente a MSS enviada pelo doente mental holandês ao Salvador - adum dos quais ele tem ali para vocês ver - esclareça as coisas. É que o Matheus foi-le transmitido que a SAD iria-le renovar o contrato, e que a melhoria liria ser feita.
Pá...ainda estou confuso. Provavelmente se esclarecermos o que significa a sigla MSS, possamos tirar alguma conclusão de relevo. Ora deixa cá ver:
- Uma empresa de construção civil de Fajozes? Difícil de enviar.
- Uma associação académica de sociólogos do Midwest americano? Para doentes mentais é mais psicólogos, mas enfim.
- Uma empresa de segurança brasileira? Se virerem de lá um ou dois centrais brasileiros, tanto melhor.
- Qualquer coisa chata de computadores?Ainda deve ser mais confuso que a questão do doente mental holandês.
- Um aeroportozito em Nova Iorque? Se a empresa de construção civil é difícil de transportar, imaginemos este...
- Miraldo Souza e Soares, Advogados Associados. Claro! Faz todo o sentido. Vamos substituir "MSS" por "Miraldo Souza e Soares" na frase do António, o Salvador:
"Um indivíduo que manda a Miraldo Souza e Soares (MSS), adum dos quais tenho aqui para vocês ver (mostra a foto do Miraldo no telemóvel) a dizer que se o jogador não renovasse até ontem pu trinta mil Euros por mês..."
Perfeito. O doente mental que está poribido de entrar na Holanda mandou os advogados brasileiros fazer chantagem por ele. Agora sim, percebo-te.
Cromos da Bola, descodificando presidentes desde 2004.
segunda-feira, fevereiro 18, 2008
Resplandescente Kosovo
Predrag (ou Pedrag - parece que nunca ninguém desfaz as dúvidas do pessoal de forma contundente) Jokanovic, ferido no seu ego desde meados dos anos 90 por ter tido o tornozelo desfeito por um gajo com metade do seu tamanho e cara de peixe, sempre foi um tipo com pavio curto.
"Mas todos os sérvios são passados da broa", dizem-me vocês.
Certo. Porém, este sérvio não estava a ter um dia particularmente solarengo. Acordou às 7 da manhã com uma SMS do Mijter Cajuda que o deixou irritadiço: "Parto-te a cara, ó palhaço."
Depois ligou a televisão, apenas para rever os insanos festejos dos Kosovares na Euronews.
"O Kosovo ser nossa! NOSSA!!!", bramiu P(r)edrag, partindo mais um televisor e a jarra que Ávalos lhe oferecera pelo Natal.
Depois de mandar abaixo a sua dose de Vodka matinal, vestiu o seu fato de treino lacatoni e foi comer cereais. Porém, à primeira colherada, descobriu que Igor Pita lhe defecara no leite.
"Raizoparrta!", disse o sérvio - "Hoje era dia do Pedro Pita me defecarr no leite! PEDRO Pita! Odiar gémeos!"
Furioso, P(r)edrag partiu a taça dos cereais contra um pequeno bibelot que tinha trazido do Kosovo nas suas férias de 2002.
"Merda! Odiar Kosovo! Kosovo ser nossa! NOSSA!...", choramingou em cólera.
Dirigiu-se então para o treino no seu Lada, tendo tido um acidente de permeio. Olberdam pediu de pronto desculpa e ambos seguiram seu caminho. Arrivado ao apronto matinal, o sérvio agastou-se de tal forma com o penteado de Rodrigo e o nome de Rafik Halliche, que decidiu barricar-se na cave até à hora do desafio. Mas nem na cave teve descanso, pois às 17h12 recebeu a chamada diária de Russell Nigel Latapy:
J - "Tô Zim?Quem falla?"
RNL - "Tornozelo, tornozelo, tornozelo. Partido, partido, partido. Hahaha."
J- "Se eu dia descubra quem fallar, eu mato você!"
RNL - "...click..."
Depois de Russell Nigel lhe desligar o telefone na cara, o Mijter nacionalista chorou baixinho até à hora do jogo.
Chegado o momento, sacudiu o pó do fato de treino, pôs um boné numa clara tentativa de imitar José Mota e dirigiu-se para o banco. Depois de mais uma partida francamente chata e sem ponta de interesse, durante a qual se aborreceu por quatro vezes com o penteado de Rodrigo, P(r)edrag olhou de soslaio para o colega de profissão vimaranense.
Este respondeu-lhe com um acintoso "Hoje vi a tua mãe. Estava no Kosovo. Conheces?"
P(r)edrag não se conteve e explodiu de raiva naquele preciso momento. Uma explosão épica, do género John Rambo vs Birmânia inteira, mas desta vez o Johnny Boy não venceu.
Após uma grande confusão que teria deixado Jaimão Pacheco orgulhoso, o Mijter insular foi posto no seu lugar pela PSP madeirense e por Emídio Macedo, o Big Kahuna vitoriano, que proferiu a seguinte imbecilidade (perdão, frase):
- "Esse senhor (Jokanovic) devia ser RADIADO do futebol!"
Ora, como ninguém percebeu puto, nem mesmo o insuspeito Lipatin, pensámos em dar uma ajudinha ao povo da bola. Com a devida vénia ao dicionário online Priberam:
RADIAR,
- do Lat. radiare
- v. int.,
- emitir raios de luz ou calor;
- cintilar;
- fulgir;
- resplandecer;
- v. tr.,
- cercar de raios brilhantes;
- aureolar;
- refulgir.
sexta-feira, fevereiro 08, 2008
It's Alive!
Nos últimos 15 anos, um jornal diário de Lisboa tem dado viva voz a esta ânsia, naturalmente focando as suas atenções nas esperanças da massa adepta de determinado clube futeboleiro nas suas primeiras páginas.
Trocando isto tudo por miúdos, "A Bola" quer dar vida a uma estátua, e nesta sua luta quixotesca, já enfiou pela goela dos Portugueses abaixo várias tentativas mais ou menos falhadas, que apesar de não terem resultado em plano, sempre dão para rir. É bom para exercitar os músculos abdominais, o que nesta sociedade sedentária, só pode trazer benefícios inesperados.
Quem não se fica a rir por muito tempo será certamente a pleíade de monstros criada por este Victor Frankenstein lusitano. Fabrice Alcebíade Maieco, Pepa, Mawete Júnior e Toy são os nomes pelos quais são conhecidas as anteriores aberrações bolísticas desenvolvidas em laboratório por este órgão da comunicação social. Uma vez trazidas à vida, com sangue vermelho correndo esbaforido por suas veias, são prontamente abandonadas pelo seu criador, enojado por mais um falhanço. Órfãs e deixadas ao Deus dará, as horrendas criações refugiam-se na pacatez das divisões secundárias e caves bafientas, longe da estátua à qual um dia deram corpo.
Depois de um longo interregno, Victor "Der Ball" Frankenstein volta a atacar, desta vez mais forte do que nunca, escolhendo um magnífico espécimen de linhagem insuspeita para encarnar a supracitada estátua.
Algures, um senhor simpático com uma toalha encardida no braço estremece.
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quarta-feira, fevereiro 06, 2008
Cromos da Bola, SAD TV e a WWE
1. Porto, 3 de Fevereiro de 2008.
O Wrestling da WWE regressa a Portugal.
Jaimão, o Camião é cabeça de cartaz nesta deslocação à lusa Pátria, que não vira tal embaixador da modalidade desde o mítico Tarzan Taborda.
O lutador não deixou os créditos por mãos alheias: fazendo uso do seu incrível potencial atlético-broeiro, o calvo wrestler venceu facilmente o combate frente ao seu valoroso opositor Paulo "Penteado à Bon Jovi" Sousa.
A contenda entre ambos decorreu num esfregar de olhos, porquanto o corpulento Jaimão, o Camião resolveu o duelo via K.O. mal o árbitro mandou soar o gongo para o ínicio do dito cujo.
Brilhante! Portentoso! Arrasador! Extasiante!
O vitorioso atleta festeja a conquista nos braços dos seus aficionados, num ambiente de êxtase e arrebatamento emocional.
2. Treino do CD Feirense, Janeiro de 2008.
Assistimos a cruzamentos enviados para a área com o intuito de testar as capacidades do ponta-de-lança argentino à experiência no plantel, Jorge Córdova.
Se na primeira resposta ao teleguiado passe, o jovem sul-americano se negou a dizer "sim" ao esférico (pareceu mais um "quiçá" - do tipo "quiçá da próxima vez"), da segunda tentativa brindou os responsáveis da Feira com um rotundo ponto de exclamação no final da frase "não, nunca joguei à bola na vida, mas até está a ser engraçado!".
3. Treino do CD Feirense, Janeiro de 2008, parte II.
Desta feita, aguardámos pelo final do treino para obter algumas pérolas de sabedoria vindas do sagaz guardião/part-time frigorífico William, que conta com 52 anos de experiência no futebol profissional.
O jogador encaminha-se para o micro, retira calmamente as suas luvas, qual Labrecas pré-grande penalidade, e revela um espampanante relógio de ouro, certamente ofertado por Ricardo ou Alfredo Quaresma como troca de galhardetes (em troca, os irmãos terão recebido um pano da louça com a efígie de Prokopenko).
Agora quando vos for endereçada a useira e vezeira questão de café "mas quem raio é que treina de relógio de ouro?!?!", já sabem finalmente o que responder. E tudo graças ao Cromos da Bola.
4.Bónus.
Concerteza já terão ouvido aquela piadinha do gajo que acorda estremunhado e vai para o trabalho com um sapato de cada côr. Pois, nem eu. E o Filipe Anunciação muito menos.
Segue o anexo videográfico:
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segunda-feira, fevereiro 04, 2008
Descubra as Diferenças MCLXXI
Dada a perspicácia de alguns leitores do excelso blog, as semelhanças entre estes dois cromos não passaram despercebidas. É caso para dizer, que mais barbela, menos barbela, mais óculo, menos óculo, vai dar ao mesmo.
Se há quem diga que o guardião do nome cromático por vezes precisa de óculos (pede ao gajo do lado, pá), também se pode afirmar sem pejo que o assalariado da SIC poderia pedir emprestado ao brasileiro algum jeito para o jornalismo.
P.S.: Já repararam que o cabelinho de ambos é exactamente igual? Muito bom.
Resultados Poll Fronha Agressiva
Pois bem, os vencedores da Poll Fronha Agressiva - relativa ao futebolista mais desprovido de bom aspecto do ano de 2007 - são Armando Le Petit Teixeira e Delson.
Armandito angariou 21% dos votos, e sendo já um habitué nestas conquistas, balbuciou apenas umas palavras (?) que pensamos serem de circunstância: "grunf nhonf mais grándes nhinf brunq."
Delson, por outro lado, demonstrou a típica boa disposição brasileira na hora de se vangloriar pelo segundo posto, que dá acesso à Liga dos Campeões das Polls: "Gente, o Délson gosta é de rebuçado. Esse aí é bom prá caramba. Eu amo anis."
Os Pereira Pequenina
Mas o engraçado e cómico e humorístico e sagaz e tenaz, é que há também esses mesmos laterais
direitos que são frutas...

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quinta-feira, janeiro 24, 2008
Em Honra do Nome

Este guardião Avense bem tenta honrar o nome de família, mas ao invés acaba por fazer juz ao nome do clube onde joga.
O ex-Grémio de Anápolis dá sobretudo azo a que os olheiros do Sporting andem pelo Brasil à procura de um qualquer Edmílson Jogoaoladodoliédson, cruzando-se com empresários mandatados pelo rival da segunda circular, desejosos de descobrir o mais recente Souumbelosubstitutodomiccoli Paulista.
quinta-feira, janeiro 17, 2008
Cromos da Bola, SAD TV
Vamos tentar trazer-lhes os melhores momentos cromáticos da nossa bola, fresquinhos e com almíscarado odor a Zach Thornton, com a inestimável colaboração do nosso colega, amigo e palhaço máimagem.
Desta feita presenteamos o espectador com duas situações sui generis. A primeira é o penalty mais inacreditável de que nunca ninguém ouviu falar. Taça da Liga (palco de outro penalty que ficará para a História), 6 de Janeiro 2008, Estádio Clube Desportivo Trofense. A agremiação local recebe o Portimonense de Douglas Codó, Tarantini, Tchomogo e Maxi Bevacqua. Perspectivava-se uma parada cromática de proporções Zach Thorntescas (eh lá, a 2ª vez no mesmo post?), mas o espectáculo não foi fornecido pelos artistas da redondinha: João Ferreira, o árbitro, cansado de um jogo sensaborão e de ritmo budomirvujaciciano (para quem não se lembra do cepo em questão, fica a tradução: "muito lento"), decidiu animar a tarde.
"Que se lixe, quero ver um golito", deverá ter afirmado o hemisfério direito do seu cérebro numa conversa com o rival hemisfério esquerdo.
Aos 86 minutos, num canto inofensivo, a bola é interceptada a soco pelo keeper Mário "not Fátima" Felgueiras fora da pequena área, apesar de assolado por um careca da Trofa. Lance bem resolvido pelo guardião, e o 0-0 persiste. Eis que se ouve um apito. Os jogadores de ambas as equipas olham passivamente para o calabote de amarelo, provavelmente à espera de falta sobre o guarda-redes. Nisto, os trofenses exultam, como quem ganha a lotaria ou recebe um autógrafo do Quinzinho pela Páscoa. Os alvinegros, por outro lado, olham uns para os outros com o típico olhar de "boa, quem é que fez de Stepanov agora?".
A única resposta vem do pé-canhão de Pinheiro, que transforma a penalidade no tento da vitória da equipa de Valdomiro, Mílton do Ó e Reguila. Como é bonito o futebol com golos! As extensões de Fábio Paím não chegam para divertir o pessoal todo.
Quem não se divertiu foi o plantel da terra de Zezé Camarinha, segundo o mais recente candidato ao prestigiado Prémio Luís Campos, o inefável Vítor Pontes: "Os meus jogadores estão a chorar no balneário. Somos profissionais dignos, mas há pessoas que estão a mais no Futebol." Não se estaria a referir a Pontus Farnerud, suponho. Mas podia.
A segunda situação é bastante mais mainstream, com o remate do irmão do gajo do Inter a surpreender o leiriense Fernando Büttenbender Prass. Ainda bem que o jogo foi no Bessa, pois aquele momento de excepção merecia ser presenciado por mais de três pessoas e um cão da polícia a tirar uma soneca.
Espero que esta iniciativa seja do vosso agrado. Salpiquem o vosso gelado de Marcos Alemão com pepitas de Rodrigo Tiuí e sejam felizes.
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segunda-feira, janeiro 14, 2008
SEPSI - The Next Generation

Basta ouvir este grande anúncio e ler ao mesmo tempo a letra, para perceber quem vem aí..
"Ele é o Next phase, next stage, next grade, next wave
Calma aí, sente a Luuuuz
Mostra que és o maior, que sabes quem é o Panduruuuu..
Vens para uma cova, yeah
Não passes a bola..
O Luisao dá-te uma sova.. yeah yeah yeah
És a Generation Left..Leo Leo
Ele é o Next phase, next stage, next grade, next wave
Generation Leo
Generation Left.. Generation!
Generation Leo
Generation Left.. Generation!!
"
domingo, janeiro 13, 2008
Poll Fronha Agressiva
Aqui estão os candidatos para a Poll Fronha Agressiva. Destes nove (sim,tinhamos dito que seriam dez, mas este apoio gráfico ficava melhor com nove. Azarito.) marmanjos, escolham o vosso favorito. Os dois mais votados irão ganhar uma viagem em 1a classe para a Supra Poll Final.
sexta-feira, janeiro 11, 2008
Quo Vadis, Renivaldo?

Havia quem dissesse que Renivaldo Pereira de Jesus estaria a ter uma droga de final de carreira. Na mouche. Agora parece que vai ser transferido para o xadrez. E não falamos do Boavista, que esse não tem dinheiro para tanta fruta.
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quinta-feira, janeiro 10, 2008
Giovanni, il Vulcone
Chegados ao aniversário de 10 anos da conferência de imprensa mais famosa do planeta bola, decidimos recuperar o momento que transformou Trap numa lenda da cultura pop alemã, num pódio que partilha com Pumuckl e David Hasselhoff. Se perguntam pelo paradeiro de José Dominguez, ficou em 5º lugar da lista, ensanduichado entre a canadiana Céline Dion e a mítica actuação da Charlie's Big Band im Oktoberfest 1986.
Esta conferência de imprensa foi-nos oferecida durante a atribulada estadia de Trap no FC Bayern, logo, as legendas em inglês irão ser muito úteis. Afianço-lhes porém, que os pontapés na gramática alemã são quase tantos como os que Ávalos direcciona aos fémures adversários no espaço de mês e meio. Mas mais hilariantes.
Aproveito também para expressar o meu descontentamento pela estadia sensaborona do mestre italiano no nosso País, visto que estava com grandes expectativas que o dito senhor repetisse algo do género durante a atípica época de 2004-05.
Fica para a próxima, Signore Trap.
segunda-feira, janeiro 07, 2008
Supra Poll Final - Cromo do Ano 2007
No dealbar do ano de 2008, iremos realizar nova Supra Poll Final, destinada a eleger o Cromo do Ano de 2007, claro está. Para tal efeito, passo a fazer copy-paste do regulamento inerente à dita cuja:
" (...) a Sra Nova Poll, destinada a eleger o Cromo Major da época que agora finda, irá ser dividida em três frentes - três. (...)
Teremos assim a "Preliminarus Poll Fronha Agressiva" para os maiores cromos em termos de fronha agressiva, a "Preliminarus Poll Nominalus" para nomes inolvidáveis, e a "Preliminarus Poll Renivaldo Pereira de Jesus" para premiar o magnifico desempenho em campo.
Os três - sublinho, três - (repetição/hommage a João "Papagaio" Malheiro) primeiros de cada Preliminarus Poll irão disputar a Supra Poll Final para eleição de Cromus Majerus em conjunto, que obviamente, terá nove elementos por onde escolher."
Assim sendo, e após este excelente copy-paste, iremos então eleger os 10 sortudos de cada poll. Comecemos pela "Preliminarus Poll Fronha Agressiva". Desafio-vos a deixarem as vossas doutas sugestões na caixa de comentários, no que concerne à eleição dos 10 gajos com o aspecto mais duvidoso dos nossos relvados em 2007. Basta um penteado realmente mau, não somos assim tão exigentes.
Bem hajam, Povo da Bola.
Até agora, como sugestões temos Renteria, Bergessio, João Paulo Oliveira, Rodrigo (CDN), Moses, Daniel e Wagnão (os Metralhas da Amadora), Ronny (SCP), Douglas, Besugo, Lucas Mareque, Sonkaya, Delson, Keita, Binya, Christian Rodriguez, Armando "Le Petit" Teixeira, Adriano (FCP), Ávalos, Fernando "Robocop" Aguiar, Pitbull Mejolaro, Márcio Martins e Osvaldo (Portimonense).
quinta-feira, janeiro 03, 2008
King Kralj, ou o maldito Aloísio.
Se os genuínos poetas do relvado são capazes de emocionar multidões com o altivo pentear de uma bola, já aqueles que não nasceram com tal talento divino arriscam-se a alugar quarto nas caves do esquecimento. A não ser que consigam cativar as almas das referidas multidões através de repetidas demonstrações de inépcia futeboleira, activando o interruptor da chamada "comédia não-intencional".O que seria de Bote Botende se tivesse defendido os livres de José Barroso de forma sólida, porém nunca brilhante? Seria neste momento um filho querido do Mundo imaginário de Portugal, onde figuras sui generis jogam à pelota por cima de nuvens feitas de algodão doce? Seria ele Bote Botende, o mito?
Não. Seria Bote Botende, o gajo que poda sebes no bairro "posh" do sempre solarengo burgo de Mbuji-Mayi, Congo.
A comédia não-intencional encontrou na internet um aliado à altura, imortalizando várias figuras cromáticas através de uma joint venture que se prevê imortal. Pelo menos até à concessão da rede rodoviária nacional à empresa Estradas de Portugal acabar. O que vai dar mais ou menos ao mesmo.
Pois bem, o senhor que se segue é uma prova viva de que a falta de jeito nos pode levar longe. Como tantos outros habitantes deste blog, chegou a Portugal com rótulo de craque e certificado internacional de classe insofismável. Titular no Mundial '98, seria finalmente o Caça-Fantasmas que iria acabar de vez com um dos filhos preferidos do "Cromos da Bola": O Fantasma de Vítor Baía. Qual Bill Murray ou Dan Aykroid em 1984, Ivica Kralj pôs a sua arma de feixe de protons às costas e disparou em todas as direcções. Seguramente atingira o afamado fantasma que afinal não conseguira ver. Mas tudo estaria certamente controlado, e o sérvio preparava-se para fazer juz ao nome (sim, "Kralj" significa "Rei" em sérvio) e sentar o seu traseiro real no trono da Invicta.
Mas havia um problema. Ele próprio.
Os primeiros sinais de absurda falta de aptidão chegaram na pré-época, com um perú maior que a barriga do agricultor palmelão, logo frente ao espanhol Tenerife. Nem de propósito, o remate vitorioso tinha saído da bota do Van Basten leceiro, Domingos Paciência de seu nome, e Portista de sua alma.
Lesto a assumir o erro como um homem íntegro e merecedor de sobrenome real, o guardião prontificou-se a explicar que o golo teria sido culpa do central Aloísio. Perdão? Aloísio? O mesmo Aloísio que não estava na baliza? Sim, esse mesmo. Porquê? Ora vejamos a sequência do pensamento real de Ivica Kralj: jogo de apresentação -> Porto vs Sporting -> Aloísio choca com Ivica -> magoa olho do menino -> jogo com Tenerife -> frango -> é do olho -> culpa do Aloísio.
Uma linha de pensamento simples e que deixa bem vincado o carácter forte deste íntegro Rei sérvio, general de tantas batalhas.
Porém, convicto que este faux pas não teria sido mais que um acaso tão aleatório quanto um bom jogo de Ivo Damas ou um pensamento coerente de Vale e Azevedo, o Engº do Penta voltaria a apostar em Ivica Kralj para salvaguardar o último reduto tripeiro.
Digamos que foi uma decisão tão boa quanto a de tentar convencer Petar Krpan a fazer um anúncio a um champô anti-caspa. Cedo os faux pas condimentados a açafrão passaram a fazer parte dos pratos dia do restaurante das Antas.
Há Leiria, há Boavista e há Dínamo de Zagreb. Mas sobre tudo, há Olympiakos fresquinho e Alverca com bechamel. Comecemos pela iguaria em solo luso: o FC Porto asfixia o seu rival ribatejano e passeia no relvado tal como Eládio Clímaco na voz off de um documentário chunga da RTP2 (e com isto, inauguramos a palavra "chunga" no blog).
0-5 é o resultado, e os alverquenses já baixaram os braços. Ninguém corre, ninguém defende, ninguém ataca. Mas...helás! Eis que surge uma investida pelo flanco esquerdo! Ah...mas o gajo corre sozinho. Vai centrar mas não está ninguém na área para finalizar. Essa é do redes. Será?
Not really. O centro parece inofensivo, direitinho às mãos seguras do guardião, que sem opositor por perto, prepara-se para agarrá-la calmamente. Os companheiros de equipa começam a subir no relvado, pensando já em mais um eficaz contra-ataque e respectivo 0-6 a favor dos azuis-e-brancos. Mas espera lá...este redes não é o que tem aquele problema no olho?
Pimba. Golo. 1-5 no marcador e risos descontrolados na bancada. Pelos vistos, Kralj terá sido incomodado pela insana pressão da linha avançada do Alverca, posicionada algures entre a meia-lua e o seu meio-campo defensivo, e socou a bola para um beijo inesperado às até então invioladas redes. Maldito Aloísio.
Chega? Nem por isso.
16 de Setembro, 1998. Liga dos Campeões da UEFA, palco maior do futebol Mundial. Um palco digno de um Rei. Ou então, próprio de um bobo da côrte. O campeão português vence por dois a zero a cinco minutos do final, fruto de uma excelente exibição e um frango finíssimo do grego Eleftheropoulos, honra lhe seja feita. Os adeptos saem do estádio esfregando as mãos por mais três pontos no saco. Magnífico. Eis que há ecos de 2-1, fruto de desconcentração da defesa lusitana, já a pensar no apito final. Sem grandes problemas, o goal average não conta para grande coisa e obviamente que já não há tempo para mais nada. Mas...mas...o que é isto??Onde é que vai o homem?!?!? Ele está doido! Pimba. Golo. 2-2.
Ah não, ESTA não é culpa do Aloísio!
Caída em desgraça, a carreira do sérvio na Invicta fechou mais celeramente que um SAP numa terra do interior. Sendo certamente dos poucos jogadores dos quais se pode dizer que foram corridos para fora do clube, o Rei Sérvio inscreveu o seu nome a letras de diarreia na História do clube Portuense.
E não só, julgando pelo seu percurso pós-FCP, caracterizado por uma furiosa espiral descendente que o levou por PSV, Partizan e FC Rostov, onde esta época ajudou a carimbar o passaporte para a II Divisão Russa.
Tudo culpa de quem? Damn you, Aloisius! Damn you...
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segunda-feira, dezembro 31, 2007
quarta-feira, dezembro 26, 2007
Paulo Estalagem POEJO
Estamos no Natal, pois então. Época de bacalhaus, polvos, leitões e perús.. mas nao vou falar de nenhum guarda redes :)Paulo Estalagem Poejo foi de facto uma promessa. Mas não passou disso...
Em 1992 fazia parte do plantel sénior do Sporténg e prometia muito. Estranho deste ano terem saído jogadores como Andrade, Porfírio, Paulo Morais.. todos jogadores de nome conhecido, mas que nao passaram de carreiras médias.
Poejo.. poejo vem de que origem semântica?
Engraçado é que Poejo passou os últimos anos da carreira a fechar clubes. Primeiro jogou no Campomaiorense. Mas este clube do Sr. Nabeiro fechou portas.
Para o fim a frase mais usado pelos treinadores acima citados..
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segunda-feira, dezembro 24, 2007
Um Santo Rudi para todos Vós
sexta-feira, dezembro 14, 2007
I Will Survive
Longe da vista, longe do coração.Ou talvez não. Há personagens que nos servem a sopa que aquece a barriguinha e o peito, mesmo quando não dispõem de colher para o efeito.
Ricardo, o keeper, é uma delas. Quando procurou o exílio para terras de Cervantes e Míner, milhões de almas suspiraram por nada poderem fazer para o impedir.
Afinal, tinhamos acabado de perder o nosso sorriso colectivo enquanto Nação.
Quem ligaria agora para a Sport TV a queixar-se de críticas injustas em directo?
O Stepanov? Nem fala português!
O Bergessio? Para isso era preciso que a caixa de cartão onde vive à porta do estádio tivesse uma tomada para a TV.
Quem faria agora um desenho de uma pata de doberman no cabelo, alegando que "tal como eu, o doberman é um animal muito injustiçado"?
O Gladstone? Não tem cabelo suficiente!
O Binya? Está proibido de entrar em estabelecimentos públicos.
O ponto de situação era negro. As saídas a cruzamentos já não nos criavam uma dose de expectativa similar ao lançamento de mais um álbum de Jon Secada. Era tudo uma pasmaceira.
Aquela familiar voz de cana rachada já não ecoava doucement nos martirizados canais auditivos da populaça. A formação de barreira na marcação de um livre tornou-se numa formalidade tão banal quanto uma tentativa de finalização frustrada(íssima) por parte de Renivaldo Pereira de Jesus.
Oh alegria, porque nos abandonaste? Quais orfãos vagueando descalços pela negra estrada de uma qualquer noite, sentiamos a dor que Santa Clara sentiu quando Klevis Dalipi, Youssef Nader e Sadjó Baldé abandonaram os Açores. Profunda e perfurante.
Mas eis que recebemos uma injecção anestésica, uma infusão de alívio instantâneo por via do lisboeta pasquim "Record", a qual passo a transcrever:
"Ricardo, guarda-redes do Betis, revelou que aguentou os últimos minutos da partida com o Villarreal apesar de lesionado, ao lembrar-se da versão espanhola do tema de Gloria Gaynor "I will Survive", que durante toda a semana de preparação serviu de inspiração para a equipa. "Recordei-me da canção e decidi aguentar para ajudar a equipa", contou o internacional português que têm queixas num adutor(...)"
OK. Giro. Podemos abordar isto de várias formas.
É certo e sabido que o supracitado tema é um Hino gay. Vamos gozar o Ricardinho por causa disso? Claro que não, coitado. Seria fácil demais.
De igual forma demasiado fácil seria imaginar o homem a cantar aquilo com o vozeirão efeminado que todos conhecemos. Mas iriamos entrar outra vez no domínio da bicheza, e não queremos isso, certo?
Pois...vamos então simplesmente classificar o gosto musical do guardião de "extremamente parolo" e deixar o restante gozo e achincalhamento ao critério do freguês.
Porque o que é fácil demais não oferece desafio algum.
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domingo, dezembro 02, 2007
Kwame, o Globetrotter
Velocidade, destreza e um penteado porreiro. Assim se pode resumir a carreira de Kwame Ayew de uma penada apenas.Ainda há questões interessantes como o facto de ter jogado em três continentes e doze clubes diferentes, mas a piada aqui está mesmo no seu potencial cromífluo. Ah, e no facto de alguns media lhe chamarem "Kwame Ayew", enquanto outros preferiam "Ayew Kwame", o que nos leva a pensar o que seria da 1ª Liga com um Brandão Marlon, Pinto Vieira João ou Hadrioui El. Pelo menos o Missé-Missé e o júnior portista André André (filho do ex-carregador de piano António André) passam totalmente incólumes ao lado desta polémica.
Kwame começou a carreira ao mais alto nível (?) no Africa Sports, colosso costa-marfinense de onde Rashidi Yekini partiu para o Sado. Cedo deu nas vistas pela sua inegável qualidade e potencial, e rumou para França, caíndo no FC Metz. Ou foi isso, ou uma cunha metida pelo irmão Abedi Pelé, um dos melhores jogadores Africanos de sempre, que curiosamente jogava em França na altura. Ele há coincidências...
Arrivado a Metz sob uma névoa sebastiânica de proporções kwamescas, Ayew confirmou as imensas expectativas de ineptude que rodeavam a sua chegada e foi expatriado com relativa velocidade para a Arábia Saudita. Lá se foi o sonho de partilhar um T4 com o irmão e um grupo de dançarinas eslovacas.
Ao fim e ao cabo, a sua estadia no Al Ahli foi importante para ganhar experiência futeboleira, sendo que o nosso amigo viveu aos 19 anos uma situação que os restantes jogadores só costumam viver aos 38. Precisamente: jogar no Al Ahli. Ora, o velocíssimo jovem Kwame actuando numa Liga onde a média de idades deverá rondar os 63 anos só significa uma coisa: croquetes! Ups. Peço desculpa. Estou com fome. Na verdade, a palavra que queria utilizar era "perigo". Com Ayew em campo, defrontar o Al Ahli significa para os adversários o mesmo que comer no restaurante do Barbas. Medo. Muito medo.
Vinte e dois jogos e catorze golos depois, o africano regressa a um grande País de futebol: a Itália de Emanuele Pesaresi. No Leça (perdão, Lecce) Ayew viveu um momento completamente Luiscampesco - em duas épocas acompanhou a sua equipa da Série A até à Série C. Não terá sido concerteza pelas suas exibições, nem pelo seu penteado a imitar o Yannick Noah, pois o ganês somou o excelente pecúlio de sete golitos em quase quarenta jogos.
Tal demonstração de força e virtuosidade só poderia levar Kwame Ayew a um local: Leiria, obviamente. Onde...desceu de divisão, pois claro. Começamos a detectar um padrão na carreira do homem. Mas ainda assim, o felino ganês chamou a atenção de um emblema onde pontificavam Deuses como Matias ou o guardião Sansone, o Vitória de Setúbal. Perante uma doce oportunidade de imitar o trajecto de Rashidi Yekini do Africa Sports para o Sado (se bem que com 32 clubes pelo meio), o célere avançado nem hesitou.
Em apenas uma época em Setúbal (96/97) fez tantos estragos quanto o Manuel Subtil numa casa de banho da RTP. E com muito mais estilo do que este. Pelo menos, em vez da barba sebosa e aspecto de primata, Kwame passeava orgulhosamente uma frondosa cabeleira pós-modernista, que lhe granjeou fama de Teddy Boy por essa Arábia Saudita fora.
Como é seu timbre, o homem não conseguiu ficar parado muito tempo, e passado uma época subiu mais um degrau na carreira. Desta feita para um certo clube, cujos maillots fazem lembrar toalhas de mesa de restaurantes italianos. Na fase pré-campeão, o Boavista construia uma equipa altamente ambiciosa, que precisava de um artilheiro à altura. Encontrou-o no nosso ganês preferido (depois de Nii Lamptey, claro). Já havia Alfredo na baliza, William Quevedo na defesa, Conthé no meio-campo e Wouden, Martelinho e Jacaré no ataque. Com Ayew, o Boavista alcançou um bonzinho 6º lugar, ao que se seguiu um histórico vice-campeonato na época seguinte, com o irmão de Abedi Pelé em grande plano. Um pecúlio de 15 golos a responder a cruzamentos de Martelinho que lhe valeram o passo maior da sua carreira.
Alvalade. Em plena hegemonia do FC Porto Pentacampeão de Jardel e Alejandro Diaz, arrivou em Lisboa com o intuito de ser o melhor marcador do campeonato e devolver a glória perdida ao clube de De Franceschi. OK, foi uma aposta extremamente optimista dos dirigentes leoninos, mas quem sou eu para questionar? Apenas mais um que nunca achou piada nenhuma ao Badaró. A verdade é que o verde voltou mesmo a ser cor de vitória, passados 18 anos de seca. O mérito? Completamente direccionado para o colo de Ayew Kwame.
O problema é que a glória também tem o seu peso. Não estando habituando a jogar com a pressão inerente à defesa de um título, o ganês decidiu que iria continuar a infernizar a vida de Mário Jardel. Este saira do Dragão para a Turquia, logo, Ayew decidiu que seria uma excelente career move. Porque não confiar na capacidade de julgamento de Jardigol, esse jovem tão ponderado?
Talvez porque o ponta-de-lança brasileiro tem discernimento idêntico ao Soares Franco após jantar (Queiróz dixit). De qualquer forma, o nosso ladino amigo ficou a saber disso inequivocamente. Após dois anos na Turquia molhando a sopa ao serviço de Yozgatspor e Kocaelispor, respectivamente, concretizou um sonho de infância: jogar na China. Primeiro no Changsha Ginde, depois no Inter de Xangai, onde foi o melhor marcador da prova. Toma lá, Jardel. In your face, bitch.
Porém, no final da sua aventura asiática, já calvo e com consciência que a sua carreira estaria mais putrefacta que a dentição de Almerindo Marques, o agora veterano globetrotter tomou a decisão certa.
Em 2006/07, tentou (mais) um "yekini" e regressou à casa que o viu nascer. OK, admito que Ayew não terá nascido em Setúbal, mas o gato dele sim. O pequenito Tinkler, sempre travesso nas suas brincadeirinhas com novelos de lâ. Porque se chamará assim, não sei. O regresso, por sinal, até foi engraçado. Marcou uns golitos e tal, incluíndo uma ignóbil traição ao seu ex-patrão de xadrez (num apimentado frango do porteiro de discotec...guarda-redes William) e uma facada nas costas da União de Leiria, outra ex-entidade patronal. Ingratidão pura.
Não há por aí alguém que lhe vá gritar qualquer coisa do estilo "não cuspas no prato onde comeste"? Suponho que não. Isso seria perfeitamente estúpido.
domingo, novembro 25, 2007
Lionel Abide Messi Georges Parfait
Assim é o futebol de Messi, que cai nas amarras tácticas do presente como um boné no depauperado crâneo do deputado Diogo Feio.
Ah, mas não é este. É o tipo do Barça. Alguém enganou os dirigentes do Olhanense.
-"Eh pá, temos aqui um empresário a oferecer o Messi e só quer um calendário da Pirelli, um LP da Céline Dion ao vivo em Gdansk e um VHS dos Gladiadores Americanos em troca!"
-"Porreiro, pá! E eu que até tenho uns episódios de '96 gravados! Esta saiu mesmo bem."
sábado, novembro 10, 2007
CALILA, ATÉ FAZ FILA
quinta-feira, novembro 08, 2007
Gilles Binya, o Irascível do Mfoundi
Gilles Binya, o bom rapaz, aceitou dar uma entrevista a este blog. Um Senhor: gentil e correcto na abordagem aos lances, tanto dentro como fora do verde tapete.
Ora aí vamos:
"Cromos da Bola - Salvé, orgulho de Yaoundé. Bem Haja pela entrevista concedida.
Gilles Binya - Ora essa, não tinha nada de jeito para fazer. Era isso ou arrancar mais um dedo àquele gajo ali ao fundo, mas já estou meio maçadito. Foi um longo dia de trabalho.
CdB - Mais uma razão para lhe agradecer. Iniciemos então esta entrevista. Foi difícil a sua adaptação a Portugal e ao Benfica?
GB - São realidades completamente diferentes do que estava habituado. No ínicio ninguém me conhecia, foi complicado. Um exemplo: Como ninguém sabia quem era, deram-me um pequeno cartão vermelho magnético para poder entrar no parque de estacionamento do centro de treinos. Infelizemente parti-o. Foi o único cartão vermelho que consegui ver até agora em solo luso. E estraguei tudo.
CdB - Vicissitudes da vida. Por falar nisso, foi necessária uma grande mudança de hábitos de sua parte?
GB - Não, apesar de tudo consegui adaptar-me relativamente bem. Gosto muito de rissóis de camarão, portanto só tenho comido isso e carne humana. Outro dia trocaram-me o pedido num café e deram-me um rissol de carne. Ridículo. Claro que parti o perónio ao moço. Curiosamente não vi cartão.
CdB - Compreensível. Trouxe música étnica do seu País natal?
GB - Não ouço disso. Ouvia até aos 12 anos, mas depois parti para outra. Agora, desde que tenha a minha K7 pirata com os maiores hits de verão do MC Hammer, está tudo bem. É um LP bestial. Aquele gajo partia tudo.
CdB - Noto um verbo recorrente no seu discurso...
GB - Deve ser "encerar". Só pode ser "encerar". Adoro encerar o chão da minha casa. Até tenho uma história curiosa relativa a isso: uma vez, a minha mulher-a-dias encerou o chão, esquecendo-se que faço questão de fazer isso sozinho. Parti do princípio que ignorou as minhas directrizes como ofensa pessoal, e parti-lhe a rótula, claro. Não vi cartão, curiosamente.
CdB - Pois. O verbo era "encerar", claro. Passemos à bola propriamente dita. A adaptação a um futebol diferente foi simples?
GB - Dado que o meu jogo não é mais que fazer lançamentos laterais para as couves e distribuir porrada enquanto o Armando não volta à equipa, foi fácil, sim. Até fiz um penteado à Beto Galdino para os adeptos não sentirem saudades e fazerem uma associação rápida do brasileiro nórdico ao jogador novo dos Camarões. Foi uma tentativa de partir gelo. Acho que resultou.
CdB - Longe de mim discordar. Os treinos têm corrido bem?
GB - Tem visto o Mantorras ultimamente?
CdB - Agora que menciona...não, realmente não.
GB - Agora já sabe como têm corrido os treinos. Rasgadinhos.
CdB - Gilles Binya, estou a ficar com medo. Obrigado pela oportunidade.
GB - Ora essa. Volte sempre. E traga as suas canelas desprotegidas, se possível. Ainda ontem escanei um piton nas caneleiras de um gajo. Isso não se faz a ninguém."
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Esta entrevista é fictícia. A realidade seria muito mais violenta.
domingo, novembro 04, 2007
Popeye from Lodz
E para além de tudo isso, deu ao Mundo Cromático uma benesse que tivemos a oportunidade de degustar como uma bavaroise de framboesa confeccionada pelo bigode do Manuel Luís Goucha em 1992: ao abandonar a Cidade Invicta em busca de glória adicional na Catalunha, Baía não se transformou apenas em portero, pois foi também porteiro - abriu as portas a um exército de sucessores, cada um pior que o anterior.
Nascia o "Fantasma de Baía". E não, não era uma aparição pública do gaiense depois de três semanas sem ir ao solário, foi a designação escolhida pelos sempre criativos e acutilantes escribas para definir a sombra gigante do agora culé, que deixava as atormentadas vidas dos seus sucessores sem ponta de sol.
Eles eram Eriksson, Wozniak e Hilário. Um monstro de três cabeças. Um "Cérbero", cuja missão era manter a inviolabilidade das redes azuis. Não é bem o mesmo que guardar o portal do Mundo dos Mortos, mas deixemos o glamour para os tecnicistas Quinzinho, Chippo e Lipcsei. Aqui a missão é desprovida de glória. Chamem-lhes mártires modernos do sofrimento contemporâneo. Peões num jogo de xadrez disputado por dois traficantes de órgãos coreanos. Tigres de papel numa selva urbana. Ou então, nas sábias palavras do saudoso Tarzan Taborda (o Gabriel Alves da porrada) : "carne para canhão".
O mais sui generis dos três era Andrzej Wozniak. Provavelmente por parecer um cruzamento entre o Popeye e um contabilista. Portador de um look muito em voga entre cepos das balizas nos anos 90 (falamos de Best e Baston), o Popeye Polaco brandia orgulhosamente um charmoso piccolo bigodinho, que fazia pendant com a sempre respeitosa careca, símbolo de confiabilidade e eficácia, qual reluzente bola de bilhar rebolando feliz pelo buraquinho adentro.
Wozniak teve também o condão de esperar pelos grandes momentos. Apesar de ser uma desilusão entre os postes, onde não revelava nenhuma qualidade discernível ao olho humano para além de fazer rir o mais sisudo dos adeptos do desporto-Rei, Mijter Oliveira manteve a confiança inicial no Popeye from Lodz, o que só pode ser visto como uma demonstração da sempre sólida solidariedade de bigodes.
Assim sendo, Andrzej foi um espectador privilegiado de duas das mais badaladas partidas da História recente do futebol Português: do seu cantinho, algures entre o poste direito e o esquerdo, o polaco presenciou as vitórias do FC Porto por 2-3 em Milão (onde ainda quase que conseguiu lixar o brilhante jogo dos colegas com dois golos sofridos), e de 0-5 na Luz (jogo mítico - não pelo Porto espetar 5 batatas no rival, mas porque Popeye from Lodz não sofreu nenhum tento).

Pouco depois destas duas brilhantes deslocações, o polaco foi afastado para abrir caminho a outro senhor. Provavelmente não terá nada a ver com as suas pomposas performances, mas sobretudo porque ver e ouvir a mesma piada muitas vezes seguidas cansa qualquer um, e era de facto necessário ir buscar um refresco. Outro tipo para nos dar alegrias cromáticas.
Para a memória fica esta respeitosa carequinha e a certeza que Popeye from Lodz iria dar 122% em cada uma das suas acções no palco maior do teatro da bola - como a foto ilustra.
Aquele ar de esforço não é normal. É que pela posição do pé, vai sair dali um passezinho de treta para um qualquer Buturovic a 40cm de distância.
Ou isso, ou o gajo está a mandar um bico numa bola medicinal e nós andamos todos a precisar de ir ao oftalmologista do Ivica Kralj.
P.S.: Futebol Clube DE Porto? Mas será que foi o próprio Popeye que escreveu no cromo?
| Este post lembra-me: |
domingo, outubro 28, 2007
Presença Cromática na Área
Com a votação concluída, chega ao 11 Cromos da Bola, SAD um reforço inestimável. Alves Nilo Fortes, que Vinha directamente da caixa 5, Sector 2 da Exponor para nos dar alegria. Alegria e uma presença na área. Um ariete que alegremente dirá "sim" aos cruzamentos caramelizados de
Martelinho e Formoso...desde que esteja na bancada para os receber, claro.
Alves Nilo derrotou copiosamente o carteiro sem GPS, Martin Pringle, e o repetitivo Missé-Missé, que se quedaram por rídiculos 2º e 3º postos, respectivamente.
De destacar ainda a luta que o panzer protégé de Sir Bobby, Quinzinho, deu a Jean-Jacques pelo desonroso e degradante 3º posto, bem como a ridícula prestação de quatro colossos da ineficácia e falta de jeito como Ronald Baroni, Bambo - o Rambo, Mame Mangane Birame e Hans Vimmo Eskilsson, o vocalista dos Europe.
A fronha que colocámos como background desta poll revelou-se premonitória, apresar de se levantarem vozes de protesto quanto a uma eventual tentativa de influenciar as almas votantes. Blasfémia, digo eu. Para além de morar perto da Exponor, não há nada que me faça preferir o Alves Nilo aos outros colossos. Nem uma eventual possibilidade de bilhete grátis para uma exposição porreira na Exponor (Vinha?Tás aí, pá?).
De futuro, iremos debruçar-nos sobre a eleição do companheiro de Alves Nilo, que Vinha para ser o ratinho de área, e sobre a substituição do guarda-redes Zé Miguel e defesa-direito Broas, devido ao facto das respectivas eleições terem sido alcançadas durante os passinhos de bebé deste blog, em que cada votação teria à volta de 30 elementos votantes. Depois daremos atenção ao incompleto banquillo, tal como ao patrocínio a escolher para o nosso impecável equipamento Lacatoni.
Um Ferbar fresquinho para todos vós. E bem-vinha, Vindo. Ah...bem-vindo, Vinha.
terça-feira, outubro 23, 2007
SIM SIM, ASSIM LIM
Claro, são os colegas de LIM no Gil Vicente, época 96-97. Época fatídica, já lá vão 11 anos! O Gil desceu, mesmo com estes brilhantes jogadores.
Eu se fosse relatador nessa época, na Rádio Galo de Barcelos, não parava de rir!
Vejam só: Vital, passa para Lila, Lila acelera no seu flanco, flecte para Tuck.. a bola sossega no médio, passa para Formoso, este de 1ª para Carlos Coelho, que desmarca Nené Santarém. Nené Santarém rodopia sobre um adversário e passa a Possi. Bem passada a Possi! Possi pode entrar na área, tem Nildo a pedir a bola e remaaaaaaaaaaaaaata! Ao poste.. E na recarga, surge LIM LIM LIM, vai remataaaaaaaaaaar.. e Goooooooooooooolo!!! LIM LIM LIM LIM ... (este som acompanhava com qualidade a música Jingle Bells).
Quem treinava o grande Gil ?? O bigode do Bernardino Pedroto.
O LIM era daqueles pontas de lança mortíferos fora da área.. dentro é que não.
Era a arma secreta que toda a gente via!
Neste ano marcou apenas 3 golos, mas verdade seja dita que jogou apenas 1150 minutos. 6 jogos completos e 18 incompletos!
Lim esteve mais tarde em Espinho. De realçar que em Espinho foi companheiro de mais uma catrefada de nomes sonantes como Quim (o ponta de lança que parece uma torre parada), Petiz (Não Petit!) , Jojó, Micas, Rochinha, Rolão,Paulo Rola, Moisés, Filó, Osório, Magano, Ferraz, Ginho..Mais uma vez, se eu fosse relatador da Rádio Espinho, passava os Domingos (que não os Paciencia) a rir.
Grande Lim, assim LIM!
LIM - sim, o LIM - passeou ainda pelo Maia, Gondomar, Moreira de Cónegos e Académica.
Um homem do Norte sem dúvida...
Tão do Norte que hoje trabalha numa fábrica em Ipswich Town! LIM, Yessssssssssss!
sábado, outubro 20, 2007
José Gildásio e o seu inteligente diminuitivo
Quando em 1500, Pedro Álvares Cabral avistou "terra chã, com grandes arvoredos ao monte", estaria longe de pensar que nesse preciso momento escancarava os dourados portões da bola lusitana a um magno enxame de futeboleiros brasileiros de qualidade dúbia. Substitução: entra feijão, sai rojão.Em boa verdade, até se lembrou disso. Dizem que as suas primeiras palavras pós-descoberta foram dirigidas ao grumete Fábiozinho, e demonstravam puro regozijo pelo futuro da sua Académica:
-"Ouve lá, puto!Tira-me esses fones e ouve se não tenho razão...a nossa briosinha é que estava mesmo a precisar de um keeper novo, a ver se levamos um de borla pra lá. Olha aquele aos saltinhos ali, pá. Os gajos até parecem jeitosos. Dá-lhe um colar, que o tipo salta já pró porão. É que aquele Pedro Roma está na baliza desde a semana seguinte à conquista de Lisboa aos Mouros e já anda a ficar velho. Não me cheira que aguente mais uns Séculozitos, pá."
Há quem aponte que a afirmação sobre a longevidade de Roma terá sido algo extemporânea, mas como Álvares Cabral cometeu outro erro ligeiramente maior (tipo confundir o Brasil com a Índia), o pessoal nem se lembra do caso. Ainda bem que existimos para botar o dedo na ferida.
Eis que a foto no canto superior esquerdo do post começa a fazer sentido. O portão estava aberto, cabia ao nosso povo irmão (povo filho não faria mais sentido?) passar para o outro lado. Entre vários dentistas, personal trainers e acariciadores da redondinha, atravessava um rapazolas de olhar esbugalhado e de sonhos bem empacotadinhos na mala. Seu nome era Gildásio. José Gildásio. Sabiamente, decidiu omitir esse facto e adoptar uma espécie de diminuitivo: Gil Baiano. Smart move. E ainda há quem diga que o homem nunca fez nada de jeito. Invejosos.
Chegado a Alvalade para jogar à bola, Gildásio teria que provar ser merecedor das expectativas criadas à sua volta. No Reino da Selva, o Leão não fazia por menos - o título de Rei da Selva, em pertença do Dragão (quem mais?) era o seu primeiro e único objectivo. Para tal, o Big Kahuna Robert "Quem?" Waseige contava com uma pleíade de reforços de qualidade. Nas laterais, Maldini e Cafú eram garantia de classe Mundial. Hm. Não. Esses eram muito caros, portanto os sempre argutos dirigentes leoninos optaram pelo plano B: os clones.
Mal tinha posto os pés no aeroporto da Portela, o croata Balajic já deixara bem claro que o difensore italiano com ele não fazia farinha. Balajic era ravioli, farfalle e fetuccine em simultâneo, bem polvilhado de queijo ralado e regado com um bom verde branco. Talvez demais.
Perante tal demonstração de autoconfiança e consquente fé dos cabecilhas de Alvalade no Maldini dos Balcãs, Gildásio não quis ficar atrás. Auto teceu-se (mais uma expressão nova) loas e prometeu mostrar a sua raça no corredor direito do relvado lisboeta, mas infelizmente nem tudo foram rosas.
O brasileiro estava num patamar diferente dos seus colegas. Ele fazia, Jean-Jaqcues Missé-Missé desfazia. Ele recuperava o melão, Vidigal e Afonso Martins perdiam a melancia.
José Gildásio, qual pombo sem asas, deslizava pela lateral de peito feito - heróico - de cabeça levantada, procurando espaços para fuzilar o pobre goleiro adversário, ou infernizar a vida dos zagueiros oponentes com cruzamentos bem medidos. Mas nada parecia resultar. Cruzar para a cabeça de Paulo Alves, Ouattara e Ramirez é o mesmo que ficar à espera que Paulo Bento não vista uma camisa hilariante na próxima conferência de imprensa: perfeitamente escusado.
Imaginam Miguel Ângelo a pintar o tecto da Capela Sistina, para no dia seguinte vir uma equipa de gajos para pintar "aquela bosta toda de branco, porque dá mais luz"? Era assim que Gildásio se sentia. Desamparado e só. Um Valenciano Miguel em casa numa noite de sexta-feira. Um Bruxo Alexandrino sem a sua trompeta. Um Luisão na selecção brasileira.
Desorientado e inadaptado ao meio que o rodeava, Gildásio cedo se viu relegado para o banco como suplente de Saber, que, como todos sabemos, é o maior desaforo que se pode fazer a um jogador profissional. Assustado perante esta nova realidade tal como o povo português perante um regresso dos Ban, Gil Baiano regressou onde lhe queriam bem. De terras de Vera Cruz não voltou a sair, confortável como o Guilherme Leite num programa de apanhados às 4 da manhã na RTP Memória.
sexta-feira, outubro 19, 2007
Botende, o Anjo Caído

Antes de mais, cabe-nos realçar que isto é um repost. Sim, acabamos de inventar uma alternativa pomposa para copy-paste. E hélas, aussi em inglês!
E a razão deste re-post é uma generosa oferenda por parte de uma caridosa alma. Calma, ainda não estamos a falar da carinhosa relação Botende/Barroso, mas antes de uns cromos sui generis ofertados pelo nosso compincha villar. Para ele, um De La Sagra fresquinho.
Adicionámos portanto uma nova imagem do mítico keeper insular a este post já antiguinho. Imagem essa que realça a sua propensão para ser um gajo altruísta que cai do céu para salvar pessoas de boa fé em momentos complicados. Ou isso, ou o clube dele não tinha dinheiro para equipamentos, e os jogadores eram obrigados a trazer fantasias de super-heróis para os jogos.
De qualquer forma, seja ele Superhomem, Homem-Aranha ou Zorro, aqui fica o repost:
"90 minutos.
90 minutos mudam vidas. 90 minutos transformam-nos como pessoas.
Em 1996, nas Antas,viveram-se 90 minutos que iriam mudar as vidas de todos os presentes. Um anjo desceu à terra.
Seu nome era Botende, e surgiu de forma tão inesperada como inevitável. A noite estava fria, desconfortável. Os poucos adeptos sentados nas frias bancadas das Antas estavam cinzentos. A sua equipa jogava mal, estava perra. A velocidade velocipédica de Jardel não resovia. A técnica estrondosa de veludo de Paulinho Santos não abria espaços. A segurança de João Manuel Pinto não era a costumeira. A juventude fresca e irreverente de João "Broas" Pinto estava toldada pelo frio.
Eis que um anjo desceu ao relvado. Muitos viraram a cara, não se apercebendo tratar-se de um milagre, um presente dos céus. Barroso não. O motor a diesel do meio campo tripeiro, sempre arguto e sagaz, tomou atenção. Apertou a mão ao destino e agradeceu o Maná dos Céus. Agradeceu Botende.
José Barroso cerrou os dentes, apertou os punhos e chutou. Para as couves. "Não faz mal, carai", pensou ele. Afinal, até é costume. Nova tentativa. "Desta vez vai em jeito, camandro", disse José. José parte para o esférico, qual Platini de azul-e-branco vestido. Penteou suavemente a bola, como uma criança comendo algodão-doce. "Catano", pensaram as bancadas cinzentas.
A bola vai direitinha ao centro da baliza, precisamente em direcção ao anjo Botende. Botende dá um passo atrás, e convida a bola a anichar-se no fundo das redes, como um bom anfitrião. Golo.
Segunda parte. Barroso está longe da baliza. Porém, toma uma decisão. O pé-canhão voltará à acção. Mas José não aponta à gaveta. José aponta ao centro da baliza, em direcção a Botende, que descera dos céus para alegrar a multidão.Golo. A bola passa por baixo das mãos douradas de Botende.
Dois carimbos na Carta Magna da Carreira do Anjo Zairense. Botende já alegrara a malta. Agora queria diverti-la. Sempre um bonacheirão, este Botende. Passa o resto do desafio a defender bolas vindas dos apanha-bolas, porque estes (porque não???) também deveriam ter oportunidade de brilhar.
Botende teve 90 minutos para brilhar na sua carreira em Portugal. Sorveu o suco da vida nesses 90 pedacinhos de céu. Beberricou o néctar dos Anjos. Trouxe alegria e felicidade ao povo que o contemplava atónito. Menos aos que vinham da Madeira, claro.
Mas mesmo esses levaram para casa algo que recordar.
Obrigado, Anjo Caído. A tua memória vive dentro de cada um de nós."
link do 2º golo disponível aqui
(atenção - qualidade tão duvidosa como a de Marcos Alemão)
| Este post lembra-me: |
terça-feira, outubro 09, 2007
Sousa Cintra, o Chefão.
Depois de visionar atentamente esta pérola perdida no youtube, uma questão assalta-me violentamente, qual rombo causado por um livre de Formoso na rede adversária:
-Mas o que é que aqueles charutos têm?...
O Ser Humano não se ri assim. Bicho Homem, revolta-te.
"É penálte!penálte!Limpissimooooooooooo!"
De qualquer forma, ver Sousa Cintra motivar o seu plantel, qual tele-evangelista de trazer por casa, é um pequeno tesouro. Bem como a sua relação de Pai/Filho com o jogador Careca. Será por causa do nome?
Um Bem Haja a todos, e lembrem-se: Usar dois telefones em simultâneo dá saúde e faz crescer(não falamos do cabelo, claro).

